Hoy una lideresa nos invita a caminar su territorio y a descubrir que ese suelo guarda siglos de memoria y de resistencia. Te llevamos a la región de Arica y Parinacota. Es la región más al norte de Chile. Hoy vamos a salir de la ciudad de Arica y subir hacia la precordillera. Vamos a acompañar a Andrea Chamorro, antropóloga y académica del Departamento de Antropología de la Universidad de Tarapacá, y a Doris Aguilera, presidenta de la comunidad de Tablatablane. Visitamos el pueblo de Doris, Belén, situado en la región de la ciudad de Putre, en la precordillera. Doris y Andrea llevaron a cabo
Hoy vamos a conocer un poco de la ciencia indígena con la líder huilliche Íngrid Echeverría Huequelef. Ingrid es Werken, es decir, una autoridad, de la Comunidad Lafken Mapu. Una de las principales contribuciones de una antropología feminista de la ciencia y la tecnología es la posibilidad de observar los conocimientos ancestrales de forma simétrica a la de la tecnociencia contemporánea. En este episodio, hablamos de ciencia indigena, justicia epistémica y aprendemos un tanto sobre la vida de las mujeres navegantes de Chiloé. Más información: Transcripción del episodio Tradução do episódio Epi
En esta serie, estamos conociendo investigadoras chilenas que trabajan en la intersección entre las perspectivas feministas y los estudios de ciencia y tecnología. Hoy te llevaremos a Chiloé, un archipiélago situado en el sur de Chile. Vamos a conocer la investigación de María Sol Anigstein. Sol es la supervisora de la investigación que Daniela llevó a cabo en Chile y Perú y, junto con Dani, es nuestra guía en esta serie. Sol es antropóloga y profesora en la Universidad de Chile. Desde los años noventa, la expansión masiva de la industria salmonera ha transformado profundamente los mares del a
No esperamos que en la casa de un médico haya gente enferma, ni que en el taller de un herrero el cuchillo sea de palo, verdad? De la misma forma, esperamos que en la universidad, en la “casa” de las antropólogas y científicas sociales, no haya desigualdad y violencias de género y raza. Pero sabemos que no es así, que aunque científicos sociales investiguen las desigualdades sociales, las prácticas cotidianas en la academia están lejos de ser simétricas, justas e igualitárias. En ese primer episodio de la série Mundaréu en Chile, vamos a conocer los hallazgos de la investigación Mujeres y Acad
Ocho años después del mayo feminista, ¿cómo están las conquistas feministas en Chile? ¿Qué ha pasado con las universidades después de esa ola de transformación social? ¿Cómo están actuando las profesoras y las antropólogas desde sus lugares de investigación, y desde una perspectiva feminista? En esta serie de podcast, Mundaréu en Chile, Daniela Manica (Universidad Estadual de Campinas, Brasil) y Maria Sol Anigstein (Universidad de Chile) conversan con antropólogas y científicas sociales feministas de Chile. Esta es una continuación de las series Mundaréu en Colombia y Mundaréu en Argentina, qu
Hi! I’m Fernanda Mariath, a pharmacist with a master’s degree in Scientific and Culture Dissemination. Also, I’m part of the Mundaréu Podcast, which focuses on telling stories about feminist Latin American researchers. As part of my dissertation, I produced the series Feminista In Vitro. In this podcast series, I will take you from the inside to the outside of a cell. And starting with the organelles, the tiny little parts inside them, I’m going to tell you about menstrual blood cells and bring you feminist discussions in stem cell research. Feminista In Vitro is already available in Portugues
Nessa série de podcast e na minha dissertação de mestrado, elaborei um exercício de figuração feminista, inspirado no trabalho da Donna Haraway. Você me acompanhou aqui em uma viagem pela célula. Foi organizando essa viagem que eu construí a minha metodologia de pesquisa e conduzi minha análise. Resolvi dividir a viagem na visita a cada uma das diferentes organelas que compõem a célula. Fui pensando em como cada organela funciona e de que formas essas funcionalidades poderiam ajudar a responder às minhas perguntas de pesquisa, e apresentar o material empírico que eu levantei. E se você chegou
Nessa aventura pela célula, ainda não encontramos um caminho para responder: ‘é possível fazer uma pesquisa feminista com células?’ Nesse momento, estamos refugiadas dentro de uma Mitocôndria, uma estrutura celular responsável pela produção de energia, potencializando o funcionamento da célula. O tempo todo eu tava procurando um caminho novo para trilhar uma ciência feminista com células. E talvez, seja sobre olhar para trás e somar no movimento que já está em curso. Como nas respostas feministas à ciência discutidas pela Sandra Harding, a figuração de Haraway que nos convida a habitar nossa p
As células do sangue menstrual têm muitas qualidades interessantes para serem escolhidas para experimentos. Excelente sobrevida, proliferam bastante e ainda são de fácil obtenção. Diferente de outras células mesenquimais, que, em sua maioria, exigem procedimentos complexos e invasivos, como punções e cirurgias. Ou ainda momentos específicos, como um parto. O sangue menstrual pode ser coletado nos dias de maior fluxo durante a menstruação. Um material extremamente abundante e interessante. Incrível, né? Só que o que a pesquisa da Daniela Manica, com Karina Asensi e Regina Goldenberg encontrou é
Até agora, nosso percurso pela célula se aproximou mais de uma corrida de obstáculos. No Núcleo, esbarramos nas limitações de se atribuir sexo e gênero a uma célula. Mas também nadamos em possibilidades para contorná-las, como o conceito de sexo contextual proposto pela professora Sarah Richardson. Nos perdemos no Retículo Endoplasmático, dando de cara com vários becos sem saída. Principalmente, na falta de rigor das publicações científicas. Nos frustramos ao perceber que células de uma mulher negra, as células HeLa obtidas sem consentimento de Henrietta Lacks, sempre estiveram no centro da ex
Seja bem-vinda, bem-vindo e bem-vinde à nossa viagem pela célula! Neste episódio, vamos perseguir um RNA mensageiro. Um pequeno resumo: na nossa primeira parada, o Núcleo, a gente encontrou limitações na inclusão de células femininas na pesquisa biomédica. Dizer que uma célula é feminina não significa muita coisa, ou melhor, pode significar muitas coisas diferentes. E também esbarramos nos perigos, científicos e sociais, de nos limitarmos às opções masculino e feminino. Mas continuo me perguntando se escolher uma célula atribuída como feminina pode ser uma mudança positiva para o avanço da saú
Você sabe qual é o sexo das suas células? E qual é o sexo das células utilizadas na pesquisa biomédica? Será que masculino ou feminino são as únicas opções para essa resposta? Ou existem células femininas, masculinas, não-binárias, intersexo? Existem células queer? Que embaralham, disputam e desafiam o que é entendido como masculino e feminino? Nas nossas células, cabe a diversidade dos nossos corpos? O Núcleo armazena todo o material genético da célula, é como uma central de comando. Só que as orientações para estrutura e funcionamento da célula, em vez de estarem salvas em computadores, estã
Você lembra o que são células? Das aulas de biologia da escola? As células são essas pequenas estruturas arredondadas que formam os nossos corpos e de todos os seres vivos. Tem a aparência de um ovo frito. A gente consegue ver as células através dos microscópios. As nossas células, e de outros animais, são uma ferramenta importante na pesquisa biomédica. Elas servem para fazer de conta que é um corpo humano que está ali, e mostram como o corpo funcionaria em determinadas condições. Na pesquisa científica, a gente as chama isso de modelos in vitro. São células cultivadas em placas de vidro, as
Você já se perguntou como os medicamentos que você toma são testados? São anos de pesquisa pré-clínica com modelos de células, em animais, e mais alguns anos em ensaios clínicos com humanos. Antes disso, são décadas de pesquisa básica. Existe um tipo de célula que pode estar presente em todas essas etapas da pesquisa em tecnologias em saúde, da pesquisa básica à clínica: as células-tronco. E se eu te contasse que no sangue menstrual é possível obter células com qualidades muito interessantes para serem escolhidas como modelo experimental em um laboratório? As células mesenquimais do sangue men
Este episódio foi gravado no 48° encontro anual da ANPOCS, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, que aconteceu na Unicamp, Campinas, em meados de outubro de 2024. Como parte da pesquisa do Mundaréu sobre perspectivas feministas da ciência e tecnologia na América Latina, organizamos uma mesa redonda na ANPOCS que nomeamos com uma pergunta que fizemos para nós mesmas o tempo todo nessa pesquisa: “É possível fazer uma ciência feminista no Brasil do século XXI?”. A proposta original da mesa foi esta: Se há algo evidente nas crises que enfrentamos nesses últimos ano
Nessa Sexta Temporada a gente encerra um ciclo que iniciamos em 2023. Desde então, vocês acompanharam a gente pela América Latina, com uma série na Argentina e outra na Colômbia, e com as temporadas feitas aqui no Brasil, ouvindo pesquisadoras feministas da antropologia da ciência e tecnologia. A nossa primeira gravação foi aqui em Campinas, na cidade em que produzimos o Mundaréu. Passamos pelo Sul do país, em Porto Alegre. Pelo Nordeste, em Maceió e São Luís. Também no Centro-Oeste, em Goiânia. No sudeste, fomos juntas para o Rio de Janeiro e para o Vale do Jequitinhonha. Chegamos ao Norte, e
Quais são os desafios de construir uma universidade mais democrática e feminista? Como enfrentar a violência de gênero dentro das instituições de ensino? E de que forma a militância e a pesquisa podem se encontrar para transformar a realidade? No episódio de hoje, a gente vai até São Luís, no Maranhão, para ouvir as trajetórias de Neuzeli Pinto (UEMA) e Mary Ferreira (UFMA), duas referências no movimento feminista e na pesquisa acadêmica. Elas contam como desde os anos 1980 articulam a luta política, a militância e a produção de conhecimento, enfrentando resistências institucionais e criando e
Como pode um mapa se tornar ferramenta de resistência? De que forma comunidades quilombolas, indígenas e quebradeiras de coco transformam a memória em território? E o que acontece quando a luta por terra entra em conflito com grandes projetos de desenvolvimento, como uma base de lançamento de foguetes? No episódio de hoje, conversamos com Patrícia Maria Portela Nunes, professora da UEMA e coordenadora do Programa de Pós-graduação em Cartografia Social e Política da Amazônia, e com Elieyd Sousa de Menezes, antropóloga e pesquisadora do mesmo programa. Juntas, elas mostram como a cartografia soc
Como pode ser um projeto de extensão com enfoque feminista na Amazônia? Quais são as demandas, dificuldades e potências de encontros empoderadores entre mulheres? No episódio de hoje, a gente vai te levar conosco pra Ilha do Marajó, no Pará. Vamos conhecer o projeto Empodera Marajoara, coordenado pela professora Lana Macedo, da UEPA, Universidade do Estado do Pará. Nossa equipe atravessou o rio Guamá por duas horas e pouco até chegar no porto de Soure, na ilha do Marajó. De lá, chegamos no campus da UEPA em Salvaterra. Visitamos também o quilombo de Boa Vista, que foi uma das unidades atendida
A grande maioria dos territórios quilombolas no Brasil ainda sofre com as questões de reconhecimento e de legitimidade, apesar de algumas políticas de demarcação e regularização territorial nos últimos anos. Quando legitimados pelo Estado brasileiro, ainda lidam com o abandono do poder público, que falha ao não oferecer infraestrutura mínima, como acesso a água, saúde e educação. As comunidades remanescentes quilombolas, hoje, ocupam uma posição central na construção de um bem viver culturalmente adequado, principalmente pelas mulheres quilombolas, que são as protagonistas desses territórios.
Imagina se a gente criasse uma rede social do zero e qualquer pessoa pudesse usar do jeito que quiser, modificar os algoritmos e até compartilhar de graça com outras pessoas? Nesse episódio, conhecemos o movimento de software livre e outras tecnologias comunitárias, como a fotografia e as hortas. Quem compartilha poderes com a gente nesse episódio é a Isabella Aparecida, ela é fotógrafa, multiartista, estuda Ciências Sociais, faz parte do Núcleo de Consciência Negra da Unicamp e da Casa de Cultura Tainã. Finalizando nossa série, aprendemos que os poderes de informação e o território ficam aind
Com o tanto de tecnologias digitais que temos à nossa volta, ou até dentro da gente, como não dizer que somos meio ciborgues? No início de 2025, foi promulgada a Lei nº 15.100, que proíbe a utilização do celular nas escolas, com algumas exceções como usar o celular para fins pedagógicos. Foi uma grande mudança para os estudantes do ensino médio, pois durante toda a trajetória escolar os celulares estavam muito presentes. Nesse episódio, Samara Lopes e Raylane de Souza vão para uma escola pública de ensino médio de Campinas para conversar com estudantes do 3º ano e do Grêmio Estudantil sobre as
Você acha que tá usando as redes sociais ou que tá sendo usado por elas? As BigTechs criam simulações pra gente viver “cronicamente online”: feed infinito, filtro bonito, áudio acelerado. Apesar de ser meme, tem cientistas sociais como Bianca Cavichioli pesquisando sobre o que as pessoas consideram como cronicamente online, quais são as características e reflexos disso nos jovens. Também conversamos sobre as legislações relacionadas à internet com a cientista da computação Nina da Hora. Se conecta com a gente, estamos rastreando poderes tecnológicos e queremos compartilhar tudo com você! Mater
Você sabe quem foi a primeira pessoa a desenvolver algoritmos computacionais? Nesse episódio, Veronica Martins e Geovana Luna explicam o que são hardwares e softwares para te mostrar que os algoritmos parecem invisíveis, mas são resultado de processos visíveis de desenvolvimento e programação. Eles evoluíram de máquinas mecânicas simples para sistemas complexos que aprendem e se adaptam. Entrevistamos Nina da Hora para entender melhor como funcionam os algoritmos, especialmente o funcionamento do TikTok. Nina da Hora é cientista da computação, mestrande em Política Científica e Tecnológica e e
Cada pessoa tem seus ancestrais… e as tecnologias talvez tenham seus ancestrais também. No primeiro episódio, Samara Lopes e Kauan Alves vão rastrear a história do primeiro gravador de áudio e acabam por refletir sobre suas próprias ancestralidades. Convidamos o Pedro Anansi e a Yalasé Fabiana D’Óxossi para nos contarem suas perspectivas sobre tecnologias ancestrais. Pedro Anansi é mestre em Divulgação Científica e Cultural, pedagogo, idealizador do Anansi.Lab, um laboratório de letramento racial transmídia. E a Yalasé Fabiana D’Óxossi é herdeira da comunidade tradicional Ilè Axé Obà Adàkèdàjò